Eu tenho certeza que Deus quer falar com você, assim como tem falado conosco, e quero compartilhar com você a Palavra de Deus.

Em Mateus 5:20 “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. Jesus falou isso quando estava pregando dentro do contexto do sermão da montanha. Em Mateus nos capítulos 5, 6 e 7, Ele entra com esse conceito citando os Fariseus e os Escribas.  Nesta Palavra quero justamente chamar sua atenção sobre essa ultima frase de Jesus e tenho a certeza de que é de interesse de todo aquele que o  confessa  como Senhor e Salvador: “jamais entrareis no reino dos céus”. Algo tão forte, tão contundente Jesus dizer que você e eu corremos o risco de jamais entrar no reino dos céus. Uma palavra tão explosiva para os nossos conceitos religiosos ou para as nossas: “jamais entrareis no reino dos céus”. A que Jesus condicionava isso?” Se a vossa justiça não exceder em muito”, como diz em outra versão. Será que você se lembra de quem são esses escribas e esses fariseus? Como Jesus se referia ou como os tratava?

Falar sobre essa medida exata do amor é necessário esclarecer quem eram os escribas e os fariseus.

Os ESCRIBAS eram os responsáveis de fazer cópias de toda a Palavra escrita, eram doutores da Lei. Memorizavam extensas partes da Bíblia, como palavras de Moisés, algumas partes de salmos e algumas partes dos profetas. Em debates e discussões eles eram chamados para dar direção e esclarecimentos. Eram chamados para julgar, pois a Palavra  tinha autoridade, um peso de sentença,  de justiça, de julgamento. Homens que viviam para lei, para ensinar ou estudar.

Esses escribas são citados em um momento na vida de Jesus em que a multidão pergunta: “Quem é esse Jesus de Nazaré? Quem é esse que prega ou que fala a lei como quem tem autoridade, e não como os escribas e os fariseus?”  Então, percebe-se como o povo via os escribas e como via a Jesus. Percebe-se a forma e a autoridade como Jesus falava daquela Palavra  e daquela lei, diferente dos escribas que conheciam a Palavra  por repeti-la, , mas não por vivê-la. .

Pare para refletir e faça essa pergunta a você mesmo: “Como é que está sendo a Palavra  de Deus na sua boca? Como tem sido a Palavra de Deus na sua vida, diante das pessoas que estão ao seu redor?”.

Os FARISEUS eram homens que se denominavam cumpridores da Lei, da Palavra, eram respeitados e admirados, cumpriam à risca a Lei. Eles jejuavam, ajudavam os necessitados. Homens que perante a nação de Israel faziam questão de cumprir a lei e mostrar que  estavam obedecendo a Deus. Eram procurados porque tinham autoridade, justiça perante a Palavra, perante a lei, viviam uma vida diferenciada de zelo e mais rigor. Infelizmente esse afã pelo zelo, pela justiça tem-se perdido nesse tempo pós-moderno. As pessoas têm perdido o referencial pelo zelo, pela justiça. As pessoas estão se comportando mal  dentro da casa de Deus, se comportando-se mal diante da presença de Deus, perdendo o referencial de zelo, perdendo o referencial de temor. Chegam a apresentar-se  diante do Senhor com uma liberdade, e na minha concepção e ao meu  ponto de vista, às vezes, desmerece, desrespeita a Glória de Deus, desrespeita a santidade de Deus.

Os fariseus e os escribas tinham essa medida de justiça e essa medida de zelo, porém para Jesus  eles  eram como raças de víboras, sepulcros caiados, eram como “mausoléu” dentro de cemitério, feito de mármore, granito, material caríssimo, para abrigar o que? Corpo em putrefação, podridão e morte? Pessoas que não tinham algo bom para dar, eram venenosas, peçonhentas.

Jesus disse que eles tinham, apesar de tudo, uma medida de justiça e de zelo.

Que medida é essa? Que justiça é essa? Que zelo é esse que eu e você temos de  exceder em muito para não corrermos o risco de não entramos no Reino dos Céus?

Se não excedermos em muito essa medida exata do amor, não entraremos no Reino dos Céus. Ouvimos muito na Igreja de Jesus: “Estamos na dispensação da graça”, outras vezes ouvimos: “Ah! esse tempo da lei já passou, estamos debaixo da graça”, firmando esse comparativo que Jesus está fazendo em que se nós não excedermos em muito a justiça dos fariseus e dos escribas, jamais entraremos no reino dos céus, passa por esse conceito de lei e de graça, porque não queremos viver um evangelho segundo a nossa preferência, segundo o nosso conceito, segundo o nosso ponto de vista, mas o Reino de Deus tem seus próprios princípios, seus próprios parâmetros, seus próprios limites, e se nós não respeitarmos isso, jamais entraremos nesse reino com esses princípios e com esses parâmetros.

Essa medida de justiça dos fariseus e dos escribas tem invadido a vida de muitos cristãos, a vida de muita gente que pensa que anda com Deus.

Em algumas situações que Jesus pregou em Mateus 5:20, Ele fala justamente sobre essa medida de justiça e do zelo, em que os homens dizem assim sobre a lei e sobre a graça e Jesus dá o seguinte ensinamento.

A Bíblia diz: NÃO MATARÁS, mas a medida de Jesus era: Se chamarmos nosso irmão de louco, nem precisamos matá-lo porque já somos réu do juízo do fogo e do inferno.

Qual é a lei e qual é a graça? Porque alguns dizem, “eu não vivo no tempo da lei’, mas a lei dizia apenas: NÃO MATARÁS… Então, Jesus, o Autor da graça, o Senhor da Graça, o Propagador, e o Pregador do evangelho da graça diz:  “Você acha difícil a medida do fariseu de NÃO MATARÁS? Se você chamar o seu irmão de louco, se você chamar o seu irmão de qualquer outro nome, com o sentimento no coração exatamente daquilo que está falando não precisa matá-lo, você já é réu do juízo do fogo e do inferno.

A medida da graça não é a medida da nossa libertinagem. Não é a medida da nossa graça, é a medida da graça perfeita de Deus, é a medida da graça perfeita de YESHUAH.

Outro exemplo que Jesus deu a respeito do que diz a lei: NÃO ADULTERARÁS, eu, porém vos digo, se você olhar para uma mulher com intenção maldosa, pecaminosa no seu coração você já é réu do juízo do fogo e do inferno.

O tempo da graça de Jesus, o  Senhor,  o Messias, o Cristo de Deus é que você vá além da medida da lei e não aquém. Alguns dizem que a lei é para o Antigo Testamento, mas Jesus morreu na cruz, e será que tudo aquilo que está na eternidade antes da cruz, acabou?

A medida que Jesus está falando, a medida que está estabelecendo é que Deus é. Deus não é a lei, não é a graça, Ele é amor, e esse amor contém lei e graça, contém justiça e zelo. E você é livre dentro desse amor,  no parâmetro de zelo e de justiça que Deus estabeleceu e não o que você acha ou prefere.

 

A medida que Jesus viveu foi o amor. Mas, um amor que obedecia a lei e que ampliava para a graça. Tem um parâmetro que Jesus disse dos fariseus e dos escribas, que é o amor. A lei foi só um degrau, um alicerce. O amor não anula a Lei, a autoridade, os princípios, o caráter, a natureza, a essência, os atributos de Deus.

Quando alguém fala: “Ah! Eu vivo no tempo da graça é como se dissesse que no tempo da graça Deus não é Deus, e que a Palavra  dita por Deus não tem que ser levada a sério, mas a graça redentora é a graça imerecida. A graça é um favor imerecido, e ela não se contrapõe à lei.

 

Em Mateus 22: 37 a 40, Jesus fala a respeito do maior mandamento: amar ao Senhor, com todas as forças e entendimento. A lei e a graça estão baseadas no amor. Amar a Deus não existe sem que demostremos explicitamente o amor ao próximo.

Jesus repreendia os fariseus e os escribas porque eles burlavam a lei, eles honravam a Deus e deixavam de honrar ao pai e a mãe. Você não pode descumprir um mandamento para cumprir outro. Você não tem essa autoridade, todos nós fomos chamados para viver a plenitude do amor de Deus e não só aquilo que nos convém ou só aquilo que consegue fazer.

 

O Reino de Deus não está aberto para quem consegue entrar. O Reino de Deus está aberto para quem paga o preço para entrar. O Reino de Deus não é para quem consegue é para quem decide, e na decisão paga um preço de renúncia e de sacrifício.

Quantos dizem: eu não consigo isso ou aquilo. Os fariseus e os escribas faziam na medida.

Colocamos o limite dos fariseus e dos escribas na nossa vida estabelecendo até onde vamos ao relacionamento com Deus e com o próximo.

Muitos  relacionam-se  com Deus dentro do limite que pode dar. Mas, Jesus disse que isso não é suficiente, se amarmos e servimos a Deus só no limite que conseguimos e podemos, na justiça dos escribas e dos fariseus, não entraremos no Reino dos céus. Teremos que exceder em muito, porque o parâmetro não é o homem renovado, regenerado e restaurado. O parâmetro é Jesus, o Modelo de Deus, o enviado e Ele não parou na medida do que podia ou conseguia, Ele foi dentro do limite que Deus Pai estabeleceu.

 

Qual à medida que excede a dos escribas e fariseus? Em João 13: 34 e 35, fala sobre a medida do amor de Jesus que é amar ao próximo como Ele nos amou.

O amor na medida de Jesus é sempre o perdão. A medida do amor de Jesus vai além do amarás o teu próximo como a ti mesmo. É essa medida que nos faz entrar no Reino dos Céus. É sair da nossa medida é entrarmos na dimensão do amor a Cristo!

 

Deus não quer alcançar o perdido com a medida do amor que nós recebemos, mas com a medida do amor que Dele recebemos. “Nisto conhecemos que somos seus discípulos, se amarmos como Jesus nos amou”. Ele quer alcançar o perdido, através de nós com a medida do amor que Ele derramou, não com a medida que conseguimos absorver.

 

O que Jesus fez: deixou sua glória, esvaziou-se de si mesmo, tomou a forma de homem, como homem se comportou como servo, obediente até a morte e morte de cruz, se tornou maldito. E agora quando nos ferimos com alguém, voltamos a medida do fariseu e do escriba.

Qual a Cruz que você tem tomado para demonstrar o amor de Jesus? Qual é o sacrifício, orações, ações sociais? Cumprir os protocolos da igreja, fazer célula, discipulado? Quando você se cansa, qual é a sua justiça? Qual é a sua medida?

Se refletirmos sobre o quanto Deus nos amou, chegaremos muito mais longe e faremos muito mais. Qual o preço de renúncia que você tem pago para que Jesus possa mudar alguém, a sua vida, a sua família a sua parentela?

Exceder a justiça dos escribas e fariseus é entender que a medida de amor não é o que você consegue  fazer, mas permitir que Deus faça e o quanto o amor dEle fluirá sem impedimento e sem resistência através de você.

Eu me arrisco a encerrar essa palavra dizendo que: O importante não é o quanto você faz, mas o quanto você ama. Não é o que você faz, mas como você faz.

Que Deus mude essa medida de amor em você. Deixe o Espirito Santo mudar essa medida na sua vida e você passe a amar na  medida do amor de Jesus e não na medida em que você recebeu esse amor.

Tudo o que nós precisamos é amar!

Amar a Deus  para que esse amor alcance a todos ao nosso redor!

Desfrutar mais do amor de Deus!

Usufruir mais da presença de Deus e do Seu  amor.

Se estiver transbordando desse amor, tudo que fizer, transbordará desse amor.

E lembre-se de que Deus ama você!

 

Apóstolo Wellington de Souza Galdino

Presidente do MIR – Ministério Internacional

Da Restauração em Santarém.

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